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Pontos Riscados

A simbologia que acompanha a Umbanda possue a linguagem universal, mas se apresenta num movimento muito particular. Por vezes encontramos muitas definições sobre os Pontos Riscados que são instrumentos de apresentação de uma determinada entidade. Muito equivoco é feito em nome de uma generalização feita neste universo simbológico e sua complexidade.

Em tempos distantes, nenhum espírito trabalhava sem trazer seu ponto riscado ou cantado. Através dos pontos eram revelados aos que não eram videntes, os nomes das entidades e como trabalhavam. Existiam cerimônias especiais para tal acontecimento, a simbologia era um dos fundamentos maiores dos trabalhos umbandistas.

Os nomes eram traduzidos em símbolos, e seus campos de vibração se apresentavam claramente, e os antigos dirigentes eram estudiosos incansáveis, pois constantemente se apresentavam novas entidades. Eram diferentes das tradicionais presenças, repetidas em muitos terreiros. Alguns poucos se tornaram ortodoxos, não aceitando as manifestações que se diferenciavam dos conhecimentos antigos. Chegavam até a excluir de seu quadro mediúnico os que incorporavam os tais espíritos de vanguarda, nomeando-os como espíritos zombeteiros, que os desafiavam. Essa postura se manteve por muito tempo, e durou a encarnação daqueles que se recusavam em aceitar os novos mensageiros vindos do Astral.
Atualmente, alguns ressaltam o valor dos pontos riscados trazendo novas concepções e energias. São inovadores que despertaram muitos curiosos, ou apenas simpatizantes para esse ramo da Umbanda, chamada magística.

Muito poucos ainda se lembram dos significados das simbologias utilizadas nos pontos riscados, mas ainda bem que muitos pontos foram registrados e ilustrados em livros de grande tiragem. Pontos que se somaram ao longo do tempo apenas como registro, sem a devida complexidade de sua interpretação.

Cruzes, flechas, machados, estrelas, enfim são muitos desenhos que acompanham as diferentes Linhas da Umbanda. Mas nem sempre definiam estaticamente a energia que era utilizada. Por exemplo: O Caboclo Ogum Rompe Mato, traz em seu ponto Machados cruzados, folhas, flechas, tudo inserido em seu círculo mágico. Seu campo de atuação estava todo demonstrado em seu ponto riscado. Suas energias se voltam para três direções, a de Ogum, Oxosse e Xangô. E sempre causaram conflito para seus médiuns que nem sempre eram esclarecidos adequadamente. Sua Linha de Força era a de Ogum, mas as demais energias se complementavam durante o ano ou ciclo vibratório.

Enfim existe todo um estudo realizado por muitos umbandistas, que interpretam as diferentes simbologias utilizadas pelas entidades do Astral. Muito material que infelizmente é pouco estudado. Algumas entidades ressaltam sempre o valor dos pontos riscados não somente como apresentação individual, mas sim como a representação dos caminhos que são trilhados os milênios de sabedoria humana.

O ponto riscado diz muito, e atua muito. Age na direção de purificação e formação de escudos energéticos para pessoas e lugares.

Cabe-nos participar desse movimento simbólico reconhecendo seus significados, nos envolvendo em sua Luz.

Fé, Esperança e Caridade.

 

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